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18 março 2026

O destino de Alex e a reação de alguns

Nihao! Alex finalmente está entre nós, junto com o novo balanceamento, que está sendo critica. Porém, em vez de falarem da gameplay, se ainda teremos Mai e Ed sendo demônios top tier no jogo, a discussão foi sobre o Alex ter se casado com Patricia e alguns querendo impor a sua própria moral (que é um conceito relativo, influenciado por uma série de fatores, conforme você pode ler aqui), com direito a acusações sérias, violência verbal e ataques e até pessoas que definitivamente não possuem uma relação saudável com ship e/ou headcanon, se unindo ao coro porque o personagem não é da sexualidade que a pessoa imaginou.

Então vamos aos pontos da lore do personagem, o que foi dito no passado, como é agora e porque o pessoal estrapolou nos comentários.

Ao conversar com Tom, o seu avatar termina descobrindo que o Alex perdeu os pais muito jovem. Não há confirmações sobre que idade ele teria naquele momento, só se sabe que ele era um garoto quando aconteceu.

E nisso, terminamos descobrindo que pode ter acontecido um retcon na lore do Alex, pois, como explicou Red Cyclone, pelo visto, em japonês, dava a entender que os pais de Alex poderiam estar vivos, mas que por algum motivo, foram separados de Alex. Inclusive, vemos que a ideia dos pais mortos está presente nos quadrinhos da UDON.

Tom o acolheu e aqui vemos outro ponto interessante.No original em japonês, o termo utilizado para se refereir a adoção de Alex por Tom é bem amplo, que inclui não apenas a adoção formal e sim algo mais abrangente. Alex o vê como uma figura paterna, da mesma forma que Ed vê M.Bison/Balrog como um pai. Porém, o fato de Alex ter essa visão, não significa exatamente que ele sempre viu ou continuaria vendo Patricia como irmã, até porque ela NÃO é sua irmã de sangue.

E agora chegamos ao ponto crucial: Patricia. 

No livro Street Fighter III Fan Book (Gamest Mook Vol. 81 WORLD SERIES Vol.4), Patricia, que tem 14 anos naquele momento, ainda via Alex como um irmão mais velho. Porém, como o próprio Tom explica ao conversar com o seu personagem no SF 6, ele notou que, com a chegada da adolêscencia, a coisa começou a mudar e que ele desconfia que Patricia, no fundo, sempre amou Alex, mas que ele não tinha percebido isso. 

O relacionamento deles não foi algo automático, demorou a acontecer. E a título de curiosidade, Patricia em 3rd Strike estava com 15.

E aqui, temos um ponto que muitos estão utilizando para acusar o personagem de pedofilia. Apesar da SF Wiki listar que Alex seria do ano de 1978, eu até o momento não encontrei alguma fonte que confirme esse ano de nascimento (assim que encontrar, irei atualizar aqui), fazendo com que sua diferença de idade para Patricia seja de, talvez, 5 anos. 

Levando em conta que não temos uma explicação de quando exatamente Patricia começou a ver Alex com outros olhos ou quando ela percebeu o que era os seus próprios sentimentos e que teve uma demora até acontecer algo, seria um tanto forçado essa afirmação, ainda mais que o salto de tempo entre Street Fighter III e Street Fighter 6 parece ser bem grande, é só compararem como era a Li Fen no SF V e SF III (uma criança) e ela atualmente (final da adolescência ou início da vida adulta). Ou seja, Alex e Patricia são dois adultos e qualquer coisa além disso é especulação e coisa de uma mente realmente problemática.

E agora chegamos ao verdadeiro ponto da discórdia, que é quando terminamos sabendo mais sobre Tom. Ele é primo da mãe de Alex. Issso faz com que Patricia seja uma parente distante dele, popularmente falando, uma prima de segundo grau. 

Isso causou um alvoroço e o personagem foi do céu ao inferno com a fandom (basicamente a ocidental, visto que a repercussão no Japão, aparentemente não teve tal proporção), com muitos indignados com o que poderia ser incesto. 

E bem, agora eu terei que bancar a "Decepção" no que se refere a essa questão e eu sei que alguns vão me odiar (entra na fila, tem um monte de gringo me xingando agora).

No ponto de vista de leis, excetuando poucos locais, os ditos "primos de segundo grau", não são considerados parentes próximos ou até mesmo nem parentes. Nos próprio EUA, Japão e aqui no Brasil, casamentos entre pessoas como Alex e Patricia, não são proibidos. Isso NÃO é visto como incesto.

Agora, chegando na questão moral, lembra que no começo desse artigo, eu disse que a moral é relativa? Então, o caso de Alex e Patricia é um exemplo prático.

Algumas pessoas considera a relação deles como algo proibido, por serem primos, mesmo sendo distante. Porém, nem todos possuem o mesmo entendimento, em diversos locais, incluindo o Brasil, casamento entre esses tipos de primos NÃO é incomum, independente se eu ou você concorde com isso ou não. O que quero dizer é que muita gente realmente NÃO SE IMPORTA E NÃO ACHA ISSO ERRADO.

E é esse um ponto que essa galera enfurecida não está entendendo, pois acreditam que a sua visão e moral é a mesma de outras pessoas, quando, na verdade, NÃO É. Falta a eles ter essse entendimento e maturidade de que, algo do ponto de vista moral que seja errado para você, talvez não seja errado para o seu vizinho. Justamente porque o conceito de moral é RELATIVA e possui influência de diversos fatores.

No fim, essas pessoas se equiparam aos religiosos que querem impor as normas de sua religião naquelas pessoas que não seguem tal religião. E termina sendo um tipo de debate que, quando acaba o argumento, te atacam e xingam, por não conseguirem refutar.

Isso porque ainda tem aqueles que, na sua revolta, começa a fazer acusações que nem existem e quer coordenar ataques a empresa por conta disso. Fora tentativas de campanhas de cancelamento contra pessoas que discordaram da visão deles.

E por último, temos os fãs fervorosos de ship e headcanon, que estão acusando até a Capcom de queerbaiting, após terem a certeza absoluta de que Alex seria gay, sem nenhum motivo forte na lore que indicasse isso (o que difer, por exemplo de Juri, que desde a sua estreia parece gostar de rapazes e garotas) e começaram a shipar ele com o Ryu (só lembrando que o Ryu é hétero, ainda gostando de um tipo específico de mulher que alimenta teorias dos fãs) por conta do trailer e que se uniram ao coro, ao descobrir que o seu headcanon não é canônico.

Arte por Trecomics, uma das várias artistas que são assumidamente fujoshi que sigo.

Sabe, eu não vejo problema nenhum em ter ships, todos aqui sabem que eu possuo os meus, assim como também tenho os meus headcanon. E menos ainda tenho problema com ship yaoi ou yuri, eu, de fato, gosto de alguns e sigo diversas artistas que fazem yaoi por curtir o traço delas e isso incluo quem faz arte de Ryu com Ken.

E faço questão de deixar isso claro, visto que para alguns, você criticar a estupidez de certas pessoas equivale a você ter preconceito contra um determinado grupo. Mesmo que essas pessoas não percebam que, ao fazer isso, só está dando mais certeza para muitos do quanto a comunidade de ship pode ser estúpida, aumentado de fato o preconceito existente.

Existem fujoshi que só querem ficar na delas curtindo as suas coisas e fazendo suas artes, mas esses (que nem são exatamente fujoshi) que estão agindo de forma desproporcional porque o seu headcanon não é real estão agindo como se o que eles imaginaram tivesse sido algo estabelecido mas que foi mudado de uma hora para outra sem a devida explicação. 

Chega a ser até vergonha alheia ler que a Capcom casou o Alex com a prima para não dizer que ele é gay ou coisa assim. CLARO,  a mesma Capcom que criou uma personagem como a Marisa, que é abertamente bissexual e poliamorosa e a mesma Capcom que em Capcom vs SNK deixou no ar que o personagem Eagle é homossexual. Sem contar que é a mesma Capcom que está deixando a fandom com a pulga atrás da orelha sobre se a Cammy tem algo a mais com a Juni.

E no jogo, Alex no modo arcade luta novamente contra Ryu e o lutador japonês fica feliz de ver que Alex está bem no caminho que ele escolheu, que é diferente do dele. Em termos de lore Ryu e Alex possuem uma rivalidade amigável, mesmo que Alex não faça parte do círculo de amigos amigos íntimos de Ryu. 

Comentário de alguém sobre uma fanart yaoi omegaverse de Ryu e Alex, dizendo que aquilo seria canon na visão dele. Um exemplo de alguém que ficou chateado não apenas com o destino de Alex, como também, de quem não gostou de ver que seu headcanon não era canon.

E essa rivalidade começou na série SF III, porém sem indício de que estaria acontecendo algo a mais entre eles, o que torna o queerbaiting apenas um erro cometido por quem curte ver eles juntos ou o Alex com um homem. E mais uma vez, lembrando, eu não vejo problemas se você acha esse ship legal e quer continuar shipando e fazendo artes deles. A questão aqui são aquelas pessoas que misturam canon com headcanon.

No fim das contas, o que temos é uma mistura de:

  • Descontentamento sobre algo do personagem;
  • Desconhecimento da lore;
  • Imposição da própria moral pessoal como se ela fosse um valor universal absoluto;
  • Acusações sobre coisas que não existem no jogo;
  • Pessoas chateadas que seu headcanon não se tornou real e não sabem lidar com isso.

E para terminar, conversando com um amigo sobre sobre essa questão, ele ficou se perguntando se isso não foi premeditado. Veja, na lore do jogo o próprio Alex, ao contar sobre a sua trajetória, fala que ele foi um herói nos ringues, mas que foi rejeitado, se tornando um vilão no wrestling e que está tudo bem, pois ele está acostumado com isso.se pararem para pensar, dsaria para fazer um paralelo com ele no mundo real. Alex nasceu como o novo protagonista de SF III e foi rejeitado, ele volta como um "vilão" em SF 6 e é odiado novamente pelo público. Mas tá tudo bem, afinal, ele está acostumado com isso.

Obs: A maior ironia disso tudo é ver o pessoal querendo cancelar o boneco quando temos verdadeiramente o mal encarnado em Street Fighter e praticamente ninguém reclama dele (ou são poucos) por motivos morais (adoro o Vega/Bison, mas convenhamos, ele fez coisa pior que o Alex na lore). 

14 março 2026

A final vazia da Capcom Cup

 

Bem, esse é um pequeno desabafo, de algué que, mesmo não sendo da cena competitiva de Street Fighter, é uma fã de longa data da franquia, que escreve este blog há praticamente 20 anos.

Ontem teve a final da Capcom Cup, evento esse marcado por decisões arbitrárias dos engravatados da Capcom, inventando sistema pay-per-view para quem quisesse assistir a final do evento, com preços altos. A comunidade reclamou, o próprio Nakayama chegou a falar a respeito, o que terminou expondo que isso foi decisão de outro setor, sem o comunicar. E apesar das reclamações, a Capcom apenas abaixou o preço e continuou com a ideia.

Eu tinha comentando que, diferente dos outros anos, eu não iria fazer questão de acompanhar nada desse evento, tanto que as coisas que soube foi através de terceiros. Não vi nenhuma luta, nenhum short, nenhum clipe. Uma pena, pois sei que o nosso representante brasileiro, Not Pedro, fez bonito e o garoto Blaz, que gosto de acompanhar suas lutas (assim como faço com o Ending Walker, pois acho maravilhoso ver essa garotada jogando), chegou longe, no 3º lugar. 

Claro, a final foi transmitida no Battle Hub, mas muito não conseguiram assistir devido ao limite, fora os bugs e delay que estavam acontecendo, fazendo com que a experiência não tenha sido uma das melhores. E teve aqueles que, por pura força da revolta, fizeram transmissões piratas, que foram passadas pela comunidade na encolha.

Com todo esse anti-clímax, o grande vencedor foi o Sahara, que pelo que soube, jogou de Ed na final. Não vi a luta, não vi um clipe, não vi absolutamente NADA desse jogador que soube aproveitar a oportunidade e se esfriorçou para brilhar e ainda jogando com um personagem que todos sabem que eu adoro (me xinguem, mas adoro ver quem sabe mesmo jogar de Ed dando show).

A sensação que eu e outros sentimos no final é vazio. Vazio porque, diferente de outros eventos, onde a comunidade estava engajada, comentando, fazendo memes, ficando felizes ou chateados por conta de algum resultado. E o que temos é NADA, apenas alguns comentando sobre essa decisão horrorosa da Capcom, a final que passou "despercebida", a tristeza da comunidade e alguns poucos falando que foi bom não ver, porque tivemos Ed e Mai na final (que são dois personagens extremamente fortes no gameplay).

A final vazia do título é o sentimento que ficou no fim de tudo. Algo que em anos anteriores teria toda a animação e hype que um evento desses merece, foi praticamente destruído pela empresa. Muitos fãs do Sahara que gostam de o ver jogar, que conhecem a jornada dele, não puderam desfrutar como mereciam a vitória do seu ídolo.

Então, meus parabéns Capcom. Parabéns por ter transformado esse dia numa terça-feira sem graça e vazia para o resto do mundo (porque quem está no Japão tinha a opção de ir pessoalmente) devido a forma arbitrária de querer ganhar dinheiro. Eu entendo que vocês precisam ganhar retorno financeiro e aganharar fundos para esse evento, porém, desta forma foi um tiro no pé.

Eu espero que essa sensação que a comunidade transmite tenha se refletido na parte financeira. Torço que no próximo ano, vocês pensem numa outra estratégia. Aliás, eu ficaria feliz se vocês voltassem com o que tínhamos no SF V, com trajes temáticos no evento para os personagens, assim como cenários. Eu sou uma que gasto com conteúdo extra do jogo, como skins, músicas e trajes para o meu avatar sempre que posso e não veria problemas em fazer isso na época do evento, tendo dinheiro.

Sei que esse meu pequeno desabafo provavelmente não irá chegar aos engravatados da Capcom, mesmo que eu traduza e mande por e-mail. Só que fica aqui o meu sentimento. Parabéns Sahara, pena que não poderei comemorar sua vitória, jogando com um dos meus husbandos, como eu gostaria.

07 março 2026

Street Fighter II fez 35 anos!

Nihao!!! Depois de um longo iato (uma hora conto o motivo), eis que resolvo dar as caras! xD

Hoje, dia 7 de março foi o lançamento de Street Fighter II - The World Warrior nos fliperamas japoneses. 

Como todos sabem, foi um grande sucesso, um marco na história dos jogos de luta, por revolucionar o estilo, aprimorando ideias do jogo anterior (como as intensidades de socos e chutes em botões diferentes), mais personagens selecionáveis, incluindo aquela que se tornaria a primeira dama dos jogos de luta e um marco na cultura pop, Chun-Li e novas técnicas, que se tornariam símbolos da série, como o sonic boom, fora a maravilhosa trilha sonora composta pela lenda Yoko Shimomura.

Street Fighter II foi um marco tão grande que surgiram diversos jogos que se inspiraram nele (e NÃO incluo Fatal Fury, pois seu desenvolvimento ocorreu paralelo ao de SF II, feito pelos criadores do SF original), produtos derivados como mangás, desenhos animados, filmes, incluindo alguns piratas, uma verdadeira febre naqueles tempos.

Nem parece que faz tanto tempo. Eu só conheci Street Fighter um tempo depois e foi justamente a SF II -WW. Eu fico feliz em poder ter presenciado não apenas a evolução da própria série SF II, com suas atualizações, como acompanhar os lançamentos posteriores, até chegar finalmente ao Street Fighter 6

Então, fica aqui o meu registro a esse dia tão especial para a minha franquia favorita!

Obs: Hoje também é o dia do lançamento do anime clássico de Sailor Moon, então fica aqui também a minha lembrança, afinal, é um dos meus animes favoritos! 

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