18 março 2026

O destino de Alex e a reação de alguns

Nihao! Alex finalmente está entre nós, junto com o novo balanceamento, que está sendo critica. Porém, em vez de falarem da gameplay, se ainda teremos Mai e Ed sendo demônios top tier no jogo, a discussão foi sobre o Alex ter se casado com Patricia e alguns querendo impor a sua própria moral (que é um conceito relativo, influenciado por uma série de fatores, conforme você pode ler aqui), com direito a acusações sérias, violência verbal e ataques e até pessoas que definitivamente não possuem uma relação saudável com ship e/ou headcanon, se unindo ao coro porque o personagem não é da sexualidade que a pessoa imaginou.

Então vamos aos pontos da lore do personagem, o que foi dito no passado, como é agora e porque o pessoal estrapolou nos comentários.

Ao conversar com Tom, o seu avatar termina descobrindo que o Alex perdeu os pais muito jovem. Não há confirmações sobre que idade ele teria naquele momento, só se sabe que ele era um garoto quando aconteceu.

E nisso, terminamos descobrindo que pode ter acontecido um retcon na lore do Alex, pois, como explicou Red Cyclone, pelo visto, em japonês, dava a entender que os pais de Alex poderiam estar vivos, mas que por algum motivo, foram separados de Alex. Inclusive, vemos que a ideia dos pais mortos está presente nos quadrinhos da UDON.

Tom o acolheu e aqui vemos outro ponto interessante.No original em japonês, o termo utilizado para se refereir a adoção de Alex por Tom é bem amplo, que inclui não apenas a adoção formal e sim algo mais abrangente. Alex o vê como uma figura paterna, da mesma forma que Ed vê M.Bison/Balrog como um pai. Porém, o fato de Alex ter essa visão, não significa exatamente que ele sempre viu ou continuaria vendo Patricia como irmã, até porque ela NÃO é sua irmã de sangue.

E agora chegamos ao ponto crucial: Patricia. 

No livro Street Fighter III Fan Book (Gamest Mook Vol. 81 WORLD SERIES Vol.4), Patricia, que tem 14 anos naquele momento, ainda via Alex como um irmão mais velho. Porém, como o próprio Tom explica ao conversar com o seu personagem no SF 6, ele notou que, com a chegada da adolêscencia, a coisa começou a mudar e que ele desconfia que Patricia, no fundo, sempre amou Alex, mas que ele não tinha percebido isso. 

O relacionamento deles não foi algo automático, demorou a acontecer. E a título de curiosidade, Patricia em 3rd Strike estava com 15.

E aqui, temos um ponto que muitos estão utilizando para acusar o personagem de pedofilia. Apesar da SF Wiki listar que Alex seria do ano de 1978, eu até o momento não encontrei alguma fonte que confirme esse ano de nascimento (assim que encontrar, irei atualizar aqui), fazendo com que sua diferença de idade para Patricia seja de, talvez, 5 anos. 

Levando em conta que não temos uma explicação de quando exatamente Patricia começou a ver Alex com outros olhos ou quando ela percebeu o que era os seus próprios sentimentos e que teve uma demora até acontecer algo, seria um tanto forçado essa afirmação, ainda mais que o salto de tempo entre Street Fighter III e Street Fighter 6 parece ser bem grande, é só compararem como era a Li Fen no SF V e SF III (uma criança) e ela atualmente (final da adolescência ou início da vida adulta). Ou seja, Alex e Patricia são dois adultos e qualquer coisa além disso é especulação e coisa de uma mente realmente problemática.

E agora chegamos ao verdadeiro ponto da discórdia, que é quando terminamos sabendo mais sobre Tom. Ele é primo da mãe de Alex. Issso faz com que Patricia seja uma parente distante dele, popularmente falando, uma prima de segundo grau. 

Isso causou um alvoroço e o personagem foi do céu ao inferno com a fandom (basicamente a ocidental, visto que a repercussão no Japão, aparentemente não teve tal proporção), com muitos indignados com o que poderia ser incesto. 

E bem, agora eu terei que bancar a "Decepção" no que se refere a essa questão e eu sei que alguns vão me odiar (entra na fila, tem um monte de gringo me xingando agora).

No ponto de vista de leis, excetuando poucos locais, como a China, os ditos "primos de segundo grau", não são considerados parentes próximos ou até mesmo nem parentes. Nos próprio EUA, Japão e aqui no Brasil, casamentos entre pessoas como Alex e Patricia, não são proibidos. Isso NÃO é visto como incesto.

Agora, chegando na questão moral, lembra que no começo desse artigo, eu disse que a moral é relativa? Então, o caso de Alex e Patricia é um exemplo prático.

Algumas pessoas considera a relação deles como algo proibido, por serem primos, mesmo sendo distante. Porém, nem todos possuem o mesmo entendimento, em diversos locais, incluindo o Brasil, casamento entre esses tipos de primos NÃO é incomum, independente se eu ou você concorde com isso ou não. O que quero dizer é que muita gente realmente NÃO SE IMPORTA E NÃO ACHA ISSO ERRADO.

E é esse um ponto que essa galera enfurecida não está entendendo, pois acreditam que a sua visão e moral é a mesma de outras pessoas, quando, na verdade, NÃO É. Falta a eles ter essse entendimento e maturidade de que, algo do ponto de vista moral que seja errado para você, talvez não seja errado para o seu vizinho. Justamente porque o conceito de moral é RELATIVA e possui influência de diversos fatores.

No fim, essas pessoas se equiparam aos religiosos que querem impor as normas de sua religião naquelas pessoas que não seguem tal religião. E termina sendo um tipo de debate que, quando acaba o argumento, te atacam e xingam, por não conseguirem refutar.

Isso porque ainda tem aqueles que, na sua revolta, começa a fazer acusações que nem existem e quer coordenar ataques a empresa por conta disso. Fora tentativas de campanhas de cancelamento contra pessoas que discordaram da visão deles.

E por último, temos os fãs fervorosos de ship e headcanon, que estão acusando até a Capcom de queerbaiting, após terem a certeza absoluta de que Alex seria gay, sem nenhum motivo forte na lore que indicasse isso (o que difer, por exemplo de Juri, que desde a sua estreia parece gostar de rapazes e garotas) e começaram a shipar ele com o Ryu (só lembrando que o Ryu é hétero, ainda gostando de um tipo específico de mulher que alimenta teorias dos fãs) por conta do trailer e que se uniram ao coro, ao descobrir que o seu headcanon não é canônico.

Arte por Trecomics, uma das várias artistas que são assumidamente fujoshi que sigo.

Sabe, eu não vejo problema nenhum em ter ships, todos aqui sabem que eu possuo os meus, assim como também tenho os meus headcanon. E menos ainda tenho problema com ship yaoi ou yuri, eu, de fato, gosto de alguns e sigo diversas artistas que fazem yaoi por curtir o traço delas e isso incluo quem faz arte de Ryu com Ken.

E faço questão de deixar isso claro, visto que para alguns, você criticar a estupidez de certas pessoas equivale a você ter preconceito contra um determinado grupo. Mesmo que essas pessoas não percebam que, ao fazer isso, só está dando mais certeza para muitos do quanto a comunidade de ship pode ser estúpida, aumentado de fato o preconceito existente.

Existem fujoshi que só querem ficar na delas curtindo as suas coisas e fazendo suas artes, mas esses (que nem são exatamente fujoshi) que estão agindo de forma desproporcional porque o seu headcanon não é real estão agindo como se o que eles imaginaram tivesse sido algo estabelecido mas que foi mudado de uma hora para outra sem a devida explicação. 

Chega a ser até vergonha alheia ler que a Capcom casou o Alex com a prima para não dizer que ele é gay ou coisa assim. CLARO,  a mesma Capcom que criou uma personagem como a Marisa, que é abertamente bissexual e poliamorosa e a mesma Capcom que em Capcom vs SNK deixou no ar que o personagem Eagle é homossexual. Sem contar que é a mesma Capcom que está deixando a fandom com a pulga atrás da orelha sobre se a Cammy tem algo a mais com a Juni.

E no jogo, Alex no modo arcade luta novamente contra Ryu e o lutador japonês fica feliz de ver que Alex está bem no caminho que ele escolheu, que é diferente do dele. Em termos de lore Ryu e Alex possuem uma rivalidade amigável, mesmo que Alex não faça parte do círculo de amigos amigos íntimos de Ryu. 

Comentário de alguém sobre uma fanart yaoi omegaverse de Ryu e Alex, dizendo que aquilo seria canon na visão dele. Um exemplo de alguém que ficou chateado não apenas com o destino de Alex, como também, de quem não gostou de ver que seu headcanon não era canon.

E essa rivalidade começou na série SF III, porém sem indício de que estaria acontecendo algo a mais entre eles, o que torna o queerbaiting apenas um erro cometido por quem curte ver eles juntos ou o Alex com um homem. E mais uma vez, lembrando, eu não vejo problemas se você acha esse ship legal e quer continuar shipando e fazendo artes deles. A questão aqui são aquelas pessoas que misturam canon com headcanon.

No fim das contas, o que temos é uma mistura de:

  • Descontentamento sobre algo do personagem;
  • Desconhecimento da lore;
  • Imposição da própria moral pessoal como se ela fosse um valor universal absoluto;
  • Acusações sobre coisas que não existem no jogo;
  • Pessoas chateadas que seu headcanon não se tornou real e não sabem lidar com isso.

E para terminar, conversando com um amigo sobre sobre essa questão, ele ficou se perguntando se isso não foi premeditado. Veja, na lore do jogo o próprio Alex, ao contar sobre a sua trajetória, fala que ele foi um herói nos ringues, mas que foi rejeitado, se tornando um vilão no wrestling e que está tudo bem, pois ele está acostumado com isso.se pararem para pensar, dsaria para fazer um paralelo com ele no mundo real. Alex nasceu como o novo protagonista de SF III e foi rejeitado, ele volta como um "vilão" em SF 6 e é odiado novamente pelo público. Mas tá tudo bem, afinal, ele está acostumado com isso.

Obs: A maior ironia disso tudo é ver o pessoal querendo cancelar o boneco quando temos verdadeiramente o mal encarnado em Street Fighter e praticamente ninguém reclama dele (ou são poucos) por motivos morais (adoro o Vega/Bison, mas convenhamos, ele fez coisa pior que o Alex na lore). 

14 março 2026

A final vazia da Capcom Cup

 

Bem, esse é um pequeno desabafo, de algué que, mesmo não sendo da cena competitiva de Street Fighter, é uma fã de longa data da franquia, que escreve este blog há praticamente 20 anos.

Ontem teve a final da Capcom Cup, evento esse marcado por decisões arbitrárias dos engravatados da Capcom, inventando sistema pay-per-view para quem quisesse assistir a final do evento, com preços altos. A comunidade reclamou, o próprio Nakayama chegou a falar a respeito, o que terminou expondo que isso foi decisão de outro setor, sem o comunicar. E apesar das reclamações, a Capcom apenas abaixou o preço e continuou com a ideia.

Eu tinha comentando que, diferente dos outros anos, eu não iria fazer questão de acompanhar nada desse evento, tanto que as coisas que soube foi através de terceiros. Não vi nenhuma luta, nenhum short, nenhum clipe. Uma pena, pois sei que o nosso representante brasileiro, Not Pedro, fez bonito e o garoto Blaz, que gosto de acompanhar suas lutas (assim como faço com o Ending Walker, pois acho maravilhoso ver essa garotada jogando), chegou longe, no 3º lugar. 

Claro, a final foi transmitida no Battle Hub, mas muito não conseguiram assistir devido ao limite, fora os bugs e delay que estavam acontecendo, fazendo com que a experiência não tenha sido uma das melhores. E teve aqueles que, por pura força da revolta, fizeram transmissões piratas, que foram passadas pela comunidade na encolha.

Com todo esse anti-clímax, o grande vencedor foi o Sahara, que pelo que soube, jogou de Ed na final. Não vi a luta, não vi um clipe, não vi absolutamente NADA desse jogador que soube aproveitar a oportunidade e se esfriorçou para brilhar e ainda jogando com um personagem que todos sabem que eu adoro (me xinguem, mas adoro ver quem sabe mesmo jogar de Ed dando show).

A sensação que eu e outros sentimos no final é vazio. Vazio porque, diferente de outros eventos, onde a comunidade estava engajada, comentando, fazendo memes, ficando felizes ou chateados por conta de algum resultado. E o que temos é NADA, apenas alguns comentando sobre essa decisão horrorosa da Capcom, a final que passou "despercebida", a tristeza da comunidade e alguns poucos falando que foi bom não ver, porque tivemos Ed e Mai na final (que são dois personagens extremamente fortes no gameplay).

A final vazia do título é o sentimento que ficou no fim de tudo. Algo que em anos anteriores teria toda a animação e hype que um evento desses merece, foi praticamente destruído pela empresa. Muitos fãs do Sahara que gostam de o ver jogar, que conhecem a jornada dele, não puderam desfrutar como mereciam a vitória do seu ídolo.

Então, meus parabéns Capcom. Parabéns por ter transformado esse dia numa terça-feira sem graça e vazia para o resto do mundo (porque quem está no Japão tinha a opção de ir pessoalmente) devido a forma arbitrária de querer ganhar dinheiro. Eu entendo que vocês precisam ganhar retorno financeiro e aganharar fundos para esse evento, porém, desta forma foi um tiro no pé.

Eu espero que essa sensação que a comunidade transmite tenha se refletido na parte financeira. Torço que no próximo ano, vocês pensem numa outra estratégia. Aliás, eu ficaria feliz se vocês voltassem com o que tínhamos no SF V, com trajes temáticos no evento para os personagens, assim como cenários. Eu sou uma que gasto com conteúdo extra do jogo, como skins, músicas e trajes para o meu avatar sempre que posso e não veria problemas em fazer isso na época do evento, tendo dinheiro.

Sei que esse meu pequeno desabafo provavelmente não irá chegar aos engravatados da Capcom, mesmo que eu traduza e mande por e-mail. Só que fica aqui o meu sentimento. Parabéns Sahara, pena que não poderei comemorar sua vitória, jogando com um dos meus husbandos, como eu gostaria.

07 março 2026

Street Fighter II fez 35 anos!

Nihao!!! Depois de um longo iato (uma hora conto o motivo), eis que resolvo dar as caras! xD

Hoje, dia 7 de março foi o lançamento de Street Fighter II - The World Warrior nos fliperamas japoneses. 

Como todos sabem, foi um grande sucesso, um marco na história dos jogos de luta, por revolucionar o estilo, aprimorando ideias do jogo anterior (como as intensidades de socos e chutes em botões diferentes), mais personagens selecionáveis, incluindo aquela que se tornaria a primeira dama dos jogos de luta e um marco na cultura pop, Chun-Li e novas técnicas, que se tornariam símbolos da série, como o sonic boom, fora a maravilhosa trilha sonora composta pela lenda Yoko Shimomura.

Street Fighter II foi um marco tão grande que surgiram diversos jogos que se inspiraram nele (e NÃO incluo Fatal Fury, pois seu desenvolvimento ocorreu paralelo ao de SF II, feito pelos criadores do SF original), produtos derivados como mangás, desenhos animados, filmes, incluindo alguns piratas, uma verdadeira febre naqueles tempos.

Nem parece que faz tanto tempo. Eu só conheci Street Fighter um tempo depois e foi justamente a SF II -WW. Eu fico feliz em poder ter presenciado não apenas a evolução da própria série SF II, com suas atualizações, como acompanhar os lançamentos posteriores, até chegar finalmente ao Street Fighter 6

Então, fica aqui o meu registro a esse dia tão especial para a minha franquia favorita!

Obs: Hoje também é o dia do lançamento do anime clássico de Sailor Moon, então fica aqui também a minha lembrança, afinal, é um dos meus animes favoritos! 

10 novembro 2025

Chun-Li chegou em Fatal Fury!

Nihao! Finalmente a minha deusa chinesa está disponível em Fatal Fury! E devo dizer que, ainda no trailer, a comunidade de jogos de luta ficou completamente alucinada vendo a Chun-Li ali. E sim, terá alguns spoilers, leia por sua conta e risco.

Na época que saiu o trailer de Ken, era visível o cuidado da SNK com o personagem, colocando detalhes (como a mudança da stance, caso escolhesse a roupa clássica) e referências que os fãs do personagem iriam perceber. E isso era perceptível antes do lançamento, com a SNK se superando no capricho com a Chun-Li. Tanto que no react que fiz, fiquei meio sem palavras.

Chun-Li não está apenas linda e fazendo jus ao seu monumental par de coxas que o Akiman colocou nela, a SNK fez o dever de casa no assunto referência e fanservice, para deixar qualquer fã de jogo de luta com os olhinhos brilhando.

Então, hora daquele momento que deixa o Capitão América feliz, devido ao cuidado que tiveram com a Chun-Li! 💖

A começar pelo próprio início do trailer, onde temos uma homenagem ao artwork clássico do Akiman (que fez muitos aí terem pensamentos impuros que eu sei), onde Chun-Li e Mai "se peitam", numa rivalidade amigável, com direito a Chun-Li fazer até a icônica pose de Mai com o leque. 

Fora o curta feito pelo estúdio do Masami Obari, animador que eu assumo que sou fã, que é cheio de referências, desde a SF III, Capcom vs SNK e até a Fatal Fury The Movie, onde mostra Chun-Li e Mai numa luta amigável.

E a título de curiosidade, não é a primeira vez que o Masami Obari fez algo relacionado a Street Fighter num produto oficial. Há um mangá de 1992, com diversas histórias focadas na personagem Chun-Li, onde temos uma ilustração feita pelo Masami Obari de Chun-Li, Guile e Balrog/Vega!

E quando a SNK liberou o Character Guide de Chun-Li, tivemos até o EVO Moment 37, entre Ken e Chun-Li. Sem contar outros vídeos feitos por fãs que comparavam o mesmo combo em jogos diferentes.

No que se refere ao modo arcade, segue o padrão do que geralmente vemos na Chun-Li: dela investigando algo, mesmo não sendo mais da Interpol. Chun-Li termina sendo alertada por um amigo sobre um antigo agente que estaria em Southtown e vai até lá e recebe ajuda de Blue Mary.

Enquanto que no modo Histórias de Southtown, ela fica ao lado de Hotaru, mostrando uma face mais materna com a jovem, o que é adorável.

Como alguém que é fã da Chun-Li, posso dizer o quanto me emocionei vendo o tratamento com ela ali. Seja com as nuances da personalidade dela, onde Chun-Li sabe ser brincalhona, mãezona, meio troll, ao mesmo tempo que é uma lutadora que leva a sério o cumprimento de seu dever.

Ver as interações com Mai foi um grande bônus, pois eu gostaria de ter visto mais sobre a amizade delas em SF 6, que dentro daquele universo, é de muito tempo, diferente do que ocorre em Fatal Fury, onde elas acabaram de se conhecer. E mesmo rolando as alfinetadas, elas terminam criando um laço de amizade muito fofo, que me fez ficar toda boba.

Talvez o único detalhe que faria eu ficar ainda mais maravilhada seja, caso tivessem dito o nome do tal amigo de Chun-Li, que deu a pista a ela. Digo isso porque, na série Fatal Fury, há um agente da Interpol, o nosso querido Hon Fu, que inclusive faz uma participação na série Capcom vs SNK, na apresentação especial de Chun-Li vs Ryuji Yamazaki, e que teria sido ótimo terem posto isso.

E falando na pista, no final, descobre-se que foi algo armado por Kain, numa forma de a despistar, visto que, como vimos na história de Ken, JP esteve na cidade e já causou problemas e ele não queria a chinesa no pé dele.

Se eu disse que Terry e Mai seriam a grande carta de amor da Capcom para a SNK (e no caso de Terry há um simbolismo enorme), Ken e Chun-Li foram a devida resposta com bastante amor. Ambas as equipes fizeram um bom trabalho e souberam transmitir uma a outra a essência dos  personagens.

Por fim, deixo aqui também a live que fiz com o AlexTerry do Pao Pao Cafe Brasil, falando justamente da minha amada Chun-Li em Fatal Fury.

Então, muito obrigada mesmo, pelo belo presente SNK!

31 outubro 2025

E como fica a cronologia? 15ª parte - Darkstalkers

Nihao! E mais uma vez, o artigo de Final Fight ficou pra depois! Porque finalmente iremos falar sobre os monstros queridos da Capcom, as criaturas da noite, os Darkstalkers e como a série poderia se encaixar na cronologia. 

A princípio, Darkstalkers não entraria nessa série porém, assim como houve com Strider e War-Zard/Red Earth, graças a novas informações, ganhou o seu espaço aqui. E lógico, qualquer nova informação, irei atualizar aqui. 

Esse artigo não será muito longo, pois a proposta é mostrar um resumo da lore, até porque o universo desse jogo é bem rico, sendo mostrado em mais detalhes nos livro All About Vampire Hunter e All About Vampire Savior. Sem contar que falei aqui no blog sobre algumas curiosidades envolvendo os personagens numa série de artigos, que deixarei os links no final. 


Vampire/Darkstalkers

O primeiro jogo da série foi lançado em 1994 e a princípio, a ideia era fazer um jogo sobre os monstros clássicos da Universal, como Frankenstein, mas tiveram que modificar o projeto devido a diretos autorais. Com isso, nasceram os famosos monstros lutadores da Capcom. 

  • Demitri: O vampiro, que possui uma rivalidade com Morrigan Aesland.
  • Morrigan: Uma súcubo, filha adotiva de Beliial, antigo governate do Makai.
  • Felicia: A mulher gato, cantora e dançarina.
  • Albath/Rikuo: Um homem-peixe da Amazônia.
  • Sasquatch: O pé grande das florestas do Canadá.
  • Bishamon: O samurai que usa uma armadura amaldiçoada.
  • Gallon/Jon Talbain: O lobisomem clássico das histórias, que ganhou a maldção ao ser mordido por outtro lobisomem
  • Zabel/Lord Raptor: Zumbi astro do rock.
  • Victor von Gerdenheim: A versão da Capcom do clássico monstro do Dr. Frankenstein.
  • Anakaris: A múmia de um antigo faraó egípcio
  • Phobos/Huitzil: O robô construído por Pyron há 65 milhões de anos.
  • Pyron: O chefe fnal do jogo, um alien do planeta Hellstorm.
Apesar de ser o início da série, ele não contaria de fato para a lore dela, sendo atualizado com a chegada de Vampire Hunter/Night Warriors. Porém nele são apresentados os personagens que retornariam nos jogos seguintes. 


Vampire Hunter/Night Warrior's

All About Vampire Hunter:

"Habitantes das Trevas" despertados pela forma de vida suprema, Pyron.

--Darkstalkers--

A batalha é feroz, e ondas negras queimam o sangue.

E agora, os olhos de um novo desafiante estão se voltando para eles.

"Aqueles que trilham o caminho da magia, eu os destruirei com minhas próprias mãos!"

A escuridão desperta mais uma vez... Liberte seu verdadeiro poder!


Plot Guide by Saiki:

Certa noite, uma voz misteriosa ecoou pela escuridão. "Aqueles que vivemnas trevas, venham até mim." Dez darkstalkers atenderam ao chamado e se ergueram.

Ao mesmo tempo, dois caçadores das trevas também emergiram das trevas.


O segundo jogo da série, aquele que conta para a lore e nos apresenta dois novos personagens.

  • Donovan Bane: O caçador de darkstalkers, meio humano e meio vampiro. Está acompanhado de uma garotinha sem emoções chamada Anita, que possui poderes, e segura uma boneca sem cabeça.
  • Lei Lei/Hsien-Ko: Uma jiang-shi, o zumbi/vampiro chinês. É uma caçadora de Darkstalkers e está sempre acompanhada de sua irmã Lei-Lei/Mei Ling, que se transforma num amuleto que fica no chapéu.

A jogabilidade também foi melhorada, assim como temos novos cenários e os chefes do jogo se tornaram jogáveis.

Dentre das batalhas que tiveram, sabe-se que no fim, Demitri venceu Pyron e o consumiu, se tornando mais forte.


Vampire Savior

Plot Guide by Saiki:

Jedah, o senhor do clã Dohma, despertou de seu sono de um século.

Ele acredita que é quem precisa recriar a vida fundindo todas as almas numa única forma de vida, "o Shintai". Para fazer isso, ele cria o Majigen e convoca aqueles com almas dignas para o seu reino.

O último jogo que conta para a lore da série, onde temos novos personagens e um enriquecimento do universo criado para a série.  

  • Jedah Dohma: Um demônio poderoso, o vilão desse jogo;
  • Lilith: Uma súcubo quer é uma parte da alma/poder de Morrigan;
  • Bulleta/Baby Bonnie Hood: Uma humana caçadora de darkstalkers cruel de rosto inocente;
  • Q-Bee: A rainha de um povo abelha do makai.

Na versão arcade, alguns personagens como Donovan, ficaram de fora, voltando nos ports feitos para os consoles da época, onde a Capcom juntou elementos de Vampire Hunter 2 e Vampire Savior 2, arcades que foram lançados apenas no Japão, como um upgrade de seus jogos originais. 

E tanto no arcade quanto no console, tivemos ainda alguns personagens secretos:

  • Oboro Bishamon: Bishamon possuindo o controle total de sua armadura (apenas nos consoles);
  • Dark Gallon/Jon Talbain: Uma outra versão do personagem Jon Talbain;
  • Shadow: Uma sombra que controla os oponentes derrotados;
  • Marionette: Uma marionete que controla os oponentes derrotados, de forma similar a Shadow (apenas nos consoles).

Além disso, tivemos também a coleção Vampire: Darkstalkers Collection, lançada no Japão em 2005 para PlayStation 2, onde outro personagem foi adicionado.

  • Dee: Donovan completamente consumido pelo seu lado vampiro.

Após isso, nenhum jogo novo de fato foi lançado, com os darkstalkers aparecendo apenas em outros jogos da Capcom ou relançamentos.

Das batalhas que se teve, a única que a Capcom explicou foi a entre Morrigan e Lilith, onde, mesmo não dizendo quem venceu, ambas voltaram a ser uma só pessoa.


Ligação com Street Fighter

Entre alguns fãs havia o questionamento de Darkstalkers e Street Fighter se passarem no mesmo universo, até porque temos Felicia citando o Blanka num dos seus finais, e durante um bom tempo, a resposta era NÃO.

Isso devia-se a certos detalhes na lore, como por exemplo a luta contra o preconceito que Felicia faz com sua música e o próprio preconceito e ostracismo que Anita sofreu por ter poderes. Afinal, em Street Fighter temos criaturas e pessoas um tanto estranhas e com poderes, como Blanka ou Dhalsim e que. não necessariamente sofrem o que alguns personagens de Darkstalkers sofreram. No máximo há um temor contra poderes que são realmente assustadores como o Satsui no Hadou ou o Psycho Power, mas alguém como Menat não é temida unicamente por possuir poderes.

Porém, a Capcom colocou uma informação nova que abre um leque de possibilidades numa exposição que ela fez em Osaka e que Justtin Wong foi e publicou em seu X/Twitter.

Dentre as fotos que ele publicou, esta chama a atenção, pois mostra Darkstalkers no mesmo universo de SF e Rival Schools. E então, vem a pergunta, como poderíamos encaixar Darkstalkers ali? Eis as opções.


Mesma Linha do Tempo, ignorando as contradições

Nessa hipótese, ocorre o que temos com o fato de Sakura em Rival Schools possuir outro tipo sanguíneo, ou seja, vamos ignorar essas contradições e encaixar a série no cânone.

Com isso, pequenos retcons podem acontecer para moldar melhor as histórias ou a série Darkstalkers pode ocorrer um pouco depois de Street Fighter 6.

Em Street Fighter 6, terminamos sabendo que o que sobrou da Shadaloo está implantando psycho power em diversos lutadores, fora as diversas experiências feitas por ela, fazendo com que animais se tornassem inteligentes, como o caso do gorila Baba, amigo der Ed, sem falar nas próprias experiências da S.I.N. e da SiRN (essa última que é bem suspeita, podendo ser considerada a sucessora espiritual da S.I.N.) e da Sociedade Secreta de Gill, que podem em algum momento fazer a população ter mais medo de pessoas com poderes e de criaturas. 

Os darkstalkers serem mais expostos nesse contexto pode fazer a situação piorar, pois, mesmo alguns não sendo exatamente malignos, eles possuem ações consideradas ruins para a humanidade, como a Morrigan (lembre-se, ela é uma súcubo). E já nos foi apresentado em Street Fighter 6, uma criatura não humana que veio para aquele universo, o Fou Lu de Breath of Fire. Sem falar que temos dois seres sobrenaturais que apareceram em Street Fighter V e que podem facilmente ser considerados Darksttalkers: Necalli e Kage, que são entidades de Satsui no Hadou/Psycho Power.


Versões dos Personagens

Nesse caso, teríamos algo que ocorre com o personagem Mecha Zangief, ou seja, existe uma versão dele dentro do universo principal de Street Fighter, mas isso não significa que o jogo de origem dele é canônico. Com isso teríamos uma versão de Darkstalkers dentro do universo de Street Fighter, onde alguns detalhes podem ser diferentes.


Universo Alternativo.

Por último, temos a hipótese de ser um universo alternativo, onde Darkstalkers ocorre dentro do multiverso da série Street Figher, como ocorre com Street Fighter 2010. E nela poderíamos até ter uma fusão dela com a primeira que citei aqui, onde de alguma forma, os personagens da série podem ter ido parar no universo de SF. Até porque sabemos que há criaturas de Darkstalkers que viajam entre dimensões e a viagem dimensional é algo possível em ambas a séries.

Bem, o que posso dizer é que, nós podemos ter uma resposta mais definitiva quando a Capcom divulgar mais informações sobre isso. E a nossa linha do tempo fica assim:

  • War-Zard/Red Earth (Arumana IV/Clara Tantra e a besta Secmeto/Ravange existiu em algum momento no passado de Street Fighter, porém, o jogo de origem dos personagens não é canônico);
  • Street Fighter;
  • Final Fight (que aconteceria durante o SF 1);
  • Street Fighter Zero / Alpha;
  • Street Fighter Zero / Alpha 3;
  • Chun-Li ni Makase China (ocorre em algum momento antes de SF II);
  • Final Fight 2 (que pode ter ocorrido durante e ter terminado a tempo de Maki participar dos eventos de SF Zero 3, ou um pouco antes);
  • Rival Schools (seus eventos podem ter ocorrido antes, ignorando o fato de que se passaria nos anos 90 conforme era originalmente, durante ou depois de SF II);
  • Street Fighter II (incluindo as Supers);
  • Final Fight 3 (depois de SF II, ao meu ver, ele pode ser encaixado na mesma época do SF II);
  • Street Fighter IV;
  • Street Fighter V;
  • Street Fighter III;
  • SF III – 3rd Strike;
  • Darkstalkers (a série pode ter acontecido em algum momento durante os acontecimentos da linha do tempo do universo principal de SF);
  • Captain Commando (eliminado até segunda ordem, alguns personagens do jogo são canônicos no universo principal); 
  • Strider (? - talvez apenas alguns elementos sejam canônicos, não necessariamente o jogo).


Por fim, caso queiram saber mais sobre os personagens do jogo, com algumas curiosidades, vocês podem ir nesta série que fiz:


Iriei ficando por aqui. E não esqueçam de ler o restante dessa série de posts!

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