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02 abril 2026

Alex: Quando a fandom passa dos limites

Nihao! O posst de hoje é praticamente a versão do blog do vídeo que eu fiz sobre o comportamento da fanbase em relação ao Alex, que se você ainda não assistiu, pode conferir abaixo.


Achei melhor fazer uma versão escrita, não apenas por gostar de postar aqui, mas também, para ter um registro escrito do que eu disse, para todos terem acesso, sem as restrições de palavras que o YouTube impõe. Então, vamos direto ao assunto.

Como todos sabem, Alex foi lançado e com isso veio tanto o modo arcade quanto o World Tour, onde nos é revelado que ele se casou com Patricia, filha do seu mestre e figura paterna, Tom. 

Kyrie e Nero da série Devil May Cry

Esse tipo de plot, do herói que tem o mestre como um tipo de pai, ou um órfão que é acolhido por uma família, esse mestre ou família tem uma filha e eles crescem juntos, até que em dado momento eles se apaixonam, pois, não possuem laços sanguíneos (entenda, irmãos de sangue) para tornar tal relação proibida é bem comum em obras japonesas, seja ela mangá, anime ou até mesmo games.

Porém, parece que o azar veio para perseguir Alex, de qualquer forma.

Quando Alex teve sua estreia em SF III, terminou sendo rejeitado ccomo protagonista pelo público (me desculpe fãs do Alex, mas foi isso que aconteceu na época). E para piorar, ele teve uma participação um tanto irrelevante, no quesito lore, em SF V. Quando, finalmente, tem sua volta triunfal de SF 6, veio com algo que chocou parte da fanbase ocidental: Patricia seria uma parente distante dele, sua prima de segundo grau. 

E, lembrando o que eu disse no artigo anterior sobre esse assunto, conforme o jogo, quem começou a sentir algo primeiro foi Patricia, pois Alex estava mais preocupado com treinos e carros.


Para quem não entendeu, ou não sabe, prima de segundo grau é como popularmente se chama os filhos dos primos dos seus pais. Ou seja, Patricia não é prima direta dele e sim filha do primo da mãe dele.

O casamento entre primos de segundo grau, como eu também expliquei no último artigo sobre Alex, é permitido em quase todo mundo, existindo pouquíssimas exceções. E essa permissão legal está incluída na lei de todos os 50 estados americanos. 

Biologicamente falando, o risco para a prole desse tipo de união ter algum tipo de anomalia genética é muito baixa, diferente do que ocorre com primos de primeiro grau ou parentes diretos como pai ou irmã. 

E se formos falar da religião da maioria das pessoas dos Estados Unidos, o cristianismo, a Bíblia não condena esse tipo de união, fazendo com que o cristão seja livre para decidir se aquilo lhe convém ou não. 

O que sobra então são valores morais, que podem variar de pessoa para pessoa e sendo influenciada por diversos fatores. E com base nisso, parte da fanbase se colocou contra essa união, por não ver com bons olhos que primos de segundo grau se casem.

Junto desse pessoal, também se juntaram aqueles que tinham outras visões do Alex e de Patricia, por conta do que a Capcom divulgou no passado, com Patricia não sentindo ainda um amor de mulher e sim vendo Alex como um irmão mais velho, conforme o livro Gamest Mook Vol. 81 WORLD SERIES Vol.4. E temos até mesmo quem preferiria vê-lo com Ibuki ou que ele fosse gay, com alguns torcendo para que ele tivesse algo com Ryu, mesmo no Gamest Mook Vol. 81 afirmando que o japonês gosta de mulheres que combinam com a primavera. 

Sim, canonicamente falando, é mais fácil acontecer algo entre ele e Chun-Li ou entre ele e Sakura, pois são duas mulheres que possuem a primavera referênciada em seus nomes (Chun-Li é "bela primavera" em chinês e Sakura é "flor de cerejeira" em japonês) do que com Alex.

Porém, no meio desse povo, começou a surgir pessoas com uma mentalidade mais problemática, afirmando que Alex seria um pedófilo ou aliciador, que ele se interessou por Patricia quando ela era um bebê, lembrando até aquela bizarrice de Jacob com a filha de Bella em Crepúsculo (que antes que algum fã da saga explique, eu sei o contexto, mas continua sendo bizarro).

Vocês não imaginam o nojo que senti lendo certas coisas, que demonstraram mais a podridão do coração de quem dizia isso do que com o que o jogo realmente mostra.

Antes de continuar, quero fazer uma observação. Dentre essas pessoas que reclamaram, nem todas estão agindo de forma irracional, apesar do descontentamento, não inventando motivos a mais para serem contra ao que foi feito. Alguns até comentam que a Capcom poderia ter trabalhado melhor essa questão. E isso vale também para os shipeiros que conseguem separar canon e headcanon. 

Voltando ao assunto, no meio dessa revolta, sobrou até para o Kenny Omega, onde teve gente o assediando sobre o Alex seja com pedidos para ele fazer algo ou fazendo comentários sem graça nenhuma.

Tanto que eu, no meu perfil do X, comentei que, se a Capcom mudasse algo, o ódio continuaria, afinal a coisa saiu de “eles são primos” para algo muito, MUITO pior.

E no meio dessa confusão, ainda colocaram o produtor de 3rd Strike no meio, distorcendo a surpresa dele quanto ao destino do personagem, afirmando que na verdade ele tinha odiado, coisa que ele não gostou nem um pouco.

Então, finalmente, veio o pronunciamento de Nakayama, junto de um link para o conto no site oficial:

Porém, o Nakayama também postou o conto na versão japonesa de seu perfil, para os japoneses. E eis a mensagem dele para esse público:

Sim, está escrito apenas "Noite dos Pais", sem nenhuma justificativa para algo a mais. Isso demonstra bem a diferença entre a fandom japonesa, que de uma maneira geral aceitou e não vê nada demais na lore do Alex, e parte da fandom ocidental que está fazendo escândalo, tendo opiniões distintas sobre isso.

Outro detalhe interessante é ele citar que irão revisar certas passagens, pois de fato, alguns termos em japonês, como o que foi utilizado para pai adotivo, como apontou Red Cyclone, não significam exatamente uma adoção legal e sim que Tom ficou cuidando de Alex por um tempo, o que poderia fazer com que as pessoas tivessem uma ideia errada sobre o contexto. E mesmo eu considerando a localização boa, de maneira geral, ela ainda comete seus deslizes, vide o caso do personagem Balrog/Vega, que na versão ocidental do modo World Tour, foi omitido que ele seria da Casa de La Cerda, o mesmo sobrenome que ele tem no anime SF II V.

E quanto ao conto? Temos Tom num bar conversando com um lugar vazio, representando o pai do Alex, falando sobre o casamento dos filhos deles. Mostrando que Tom o acolheu, que Patricia gostava da companhia de Alex, mesmo ele sendo um menino encrenqueiro e que na adolescência, Alex saiu de casa para viver sua vida, de forma independente. 

O interessante é que ambas as versões do conto se complementam, pois a versão em inglês possui uns detalhes a mais e a japonesa é mais direta ao ponto. Vemos também que Tom teve suas falhas como pai, mas, ao menos no meu ponto de vista, isso não mostra que ele seja um pai ruim, é só notarem o quanto Alex e Patricia gostam dele. E sim que ele, assim como pais do mundo real, por mais amorosos que sejam, podem falhar em algum momento.

Uma coisa que, de fato, chama a atenção é ele não citar, em nenhum momento, que a mãe de Alex é prima dele, o que poderia indicar, talvez, que houve um pequeno retcon apenas nessa parte.

Caso queira conferir você pode ler a versão em inglês aqui e a versão japonesa aqui.

De resto, como o casamento com Patricia, a história se manteve e… O ódio continuou. Eu, infelizmente, estava certa.

Percebam, mesmo eliminando da equação o fator prima, os revoltosos continuaram insistindo de que isso seria incesto (mesmo não sendo irmãos biológicos e nem mesmo tendo adoção legal) e que Alex é um pedófilo (e alguns ainda complementam que ele seria um abusador).

Fora outros que reclamaram porque, a versão japonesa desconsiderou parte da lore do personagem em SF III no que se refere a Tom e Patricia, dizendo que a Capcom alterou detalhes da relação deles, quando na verdade, só acrescentou elementos sobre a vida do Alex nesse período e até complementa o pouco que vimos em SF V, com ele morando dentro de um trailer. Pois, o fato dele ter morado sozinho ainda na adolescência, não significa que Patricia ainda não o via como irmão até um certo período e menos ainda a questão de Tom parecer ser um mau pai, ao meu ver.

No fim, o que temos no meio de algumas reclamações justas, no sentido de apenas exporem o descontentamento sem ficar inventando motivos a mais, ou que foram feitas de maneira mais racional, por assim dizer, é simplesmente um grupo de pessoas que arranjam qualquer motivo para odiar, que irão distorcer qualquer coisa envolvendo o personagem para continuarem destilando o seu ódio. E tem aquelas que estão indo na onda, sem raciocinar muito.

Sinceramente, mesmo que a Capcom transformasse o Alex em gay, apaixonado pelo Ryu, iriam encontrar algum motivo para continuarem com o ódio. Não há saída. 

O pessoal está tão doente e obcecado nesse mar de podridão, que não apenas acusam quem discorda deles de algo sujo, como até mesmo criaram uma lista de “apoiadores de Pedófilos/abusadores” e estão adicionando quem discorda nessa lista. Sim, é isso mesmo. Você pode até achar que estou brincando, ou não acreditar, mas isso aconteceu com um colega após ele se pronunciar sobre o Alex. Tanto que, meu olho arregalou quando ele, furioso, contou o que fizeram.

Eles querem odiar, eles são como criaturas sedentas que NUNCA ficarão satisfeitas, mesmo que você dê o que eles querem. 

E sabe quais são os meus medos? Meu medo é que a Capcom vendo isso, não ouça mais a comunidade ocidental, devido ao comportamento dessas pessoas, pois, como disse, os japoneses estão tranquilos e até surpresos com tudo isso que está acontecendo (incluindo as fujoshi, ao menos as que conheço que são japonesas, só querem desenhar suas coisas em paz). Meu medo é que alguns dos engravatados da empresa, que tomam decisões arbitrárias, como a que teve recentemente em colocar a final da Capcom Cup em pay-per-view, terem a desculpa perfeita para não ouvir a comunidade em hipótese nenhuma.

E sabe, se isso acontecer, eu já quero deixar os meus sinceros parabéns aos envolvidos. Vocês são os culpados. Eu sei que talvez, eles nem irão ver o vídeo que fiz ou ler esse blog, até porque tem a barreira linguística, mesmo existindo a tradução automática do YouTube e tradutores on-line afinal, mas fica a mensagem.

Sendo bem sincera, pessoal, essas coisas em relação ao Alex me deixaram cansada e extremamente decepcionada com a fandom ocidental. A questão não é nem mais a pessoa achar que primos de segundo grau não podem ter algo a mais e sim que, em cada momento, inventam mais alguma coisa para odiar, mesmo não existindo no jogo, fazem acusações sérias, não apenas contra a Capcom, mas também a pessoas comuns, as acusando de serem incestuosas e até de apoiar assédio, abuso sexual e pedofilia. 

E a única coisa que consigo sentir agora é apenas nojo, porque temos uma amostra de como esses indivíduos conseguem ir tão baixo, de como eles são podres por dentro. 

Bem, termino por aqui. Eu sinceramente espero não ter que ficar voltando a esse assunto da questão familiar de Alex e o que o povo inventa. Chega até a me dar saudades do tempo onde, eu encontrava algo "mais leve" vinda da fandom ocidental, como maluco indo no perfil do Nakayama dar escândalo porque ele postou alguma imagem oficial insinuante de Ryu e Chun-Li, achando aquilo um absurdo, pois o Ryu tem que ficar sozinho. E olha que eu não tenho paciência para gente assim.

Até mais.

11 junho 2024

O que podemos aprender com algumas atitudes

Nihao! Faz tempo que eu não faço um papo cabeça aqui, não é? Porém a reação da comunidade de Street Fighter, principalmente na gringa (entenda EUA), me fez ter inspiração para escrever.

Todos ficaram surpresos com a chegada de Terry e Mai em Street Fighter e, principalmente quando você gosta de franquias da Capcom e da SNK, é um sonho sendo realizado. Quem não se lembra do alvoroço do crossover entre as duas empresas no passado?

E no caso específico do personagem Terry onde a coisa é ainda mais emblemática, como explico aqui. Ou seja, é um marco histório termos a Mai e principalmente o Terry em Street Fighter.

Claro, nem todos os fãs curtiram, muito odeiam collabs de maneira geral e não há problemas nisso. O problema se encontra quando você extrapola isso, atacando de forma baixa a empresa. Veja bem, não estou dizendo que a Capcom nunca erra, pelo contrário, eu mesma cansei de chamar a Capcom de troll e reclamar quando eu via algo que não gostava. E sim de fazer acusações sérias, envolvendo pessoas que nada tem a ver com isso.

E esse foi o caso do desenhista kujikawaii, que ficou famoso por desenhar, até alguns se enjoarem, Juri e Menat como um casal, formando um ship pra lá de estranho e inusitado (já que ambas, até o momento, nem se conhecem, Juri nem faz ideia de quem Menat seja, o único que falou dela até agora em SF 6 foi o Ed). 

Até aqui tudo bem, todos tem direito de terem seus ships, por mais malucos e drogados que sejam (eu tenho os meus), isso é normal. Porém, ele era do programa Capcom Creators (pediu para sair após a confusão) e ao saber que Menat não estava entre os personagens e que Terry e Mai sim, ele simplesmente surtou e começou ataques, como da Capcom ter recebido dinheiro dos sauditas que mataram o jornalista, porque o dono da SNK é um dos príncipes do país, e o fato de, aparentemente, soltar supostas informações oficiais, já que ele era do Capcom Creators, sobre as próximas DLC.

Isso fez com que se abrisse a caixa de Pandora sobre ele completamente, e as pessoas começaram a expor certos problemas que tiveram com o desenhista, desde reclamações imbecis a KOF XV e até ataques contra pessoas que não gostavam ou não concordavam com o ship dele, ou que ainda ousasse a fazer Juri ou Menat com outros personagens.

E eu, infelizmente, já conhecia algumas dessas histórias devido a um curtidor da minha página do Facebook, apesar de pessoalmente nunca ter tido problemas com ele (já que eu as vezes faço artes de Menat com o Ed, algumas insinuando algo entre eles).

Ele já pediu desculpas, apagou as postagens raivosas, só que vocês sabem como é a internet, a "Nossa Senhora do Print" nunca falha! E eu sinceramente torço que, depois desse infeliz acontecimento, que ele se torne uma pessoa melhor e não fique agindo de forma nociva contra quem apenas discorda das posições dele. Até porque não nego que ele é talentoso como artista e eu gosto de algumas ilustrações, mesmo tendo feito piadas com o fato de que agora podemos shippar Menat com quem quiser, sem brotar alguém dando um ataque de pelanca por isso e agradecendo ao Terry Bogard.

E é aqui o ponto que eu quero chegar. Uma coisa é você não gostar, ficar chateado que o seu personagem querido não esteja no jogo, mesmo que você o use para um ship, que tem probabilidade mínima de ser canônico até então, de suas fantasias molhadas. Outra é revelar coisas que não deveria, querer mostrar uma suposta nobreza, que é bem seletiva (afinal outras empresas, incluindo a Capcom, já recebem dinheiro dos sauditas, muito antes dessa collab) e ainda ter um histórico sujo de ataques contra pessoas que não concordam com o seu ponto de vista.

O desenho que me fez tomar block do fã doentio do Vega/Bison

E sabe, esse tipo de coisa, ainda mais vindo da galera que curte ships, não é novidade. E já vi mais de uma vez isso acontecer, da pessoa atacar, bloquear, seja por conta de ship (incluindo ship que eu gosto) ou com ciúme doentio de personagem. Esse tipo de atitude é algo que não agrega em NADA a comunidade, pelo contrário, só ajuda afastar as pessoas e até mesmo tomar um ranço completo do seu ship ou personagem (como eu vi no caso do kujikawaii, onde tem até uma galera torcendo para Menat nem saber mesmo quem seja Juri, só pra rir da cara dele). E isso não apenas na comunidade de Street Fighter, este tipo de coisa acontece em qualquer fandom (ah, a fandom de Steven Universe, lembro de uma xingando todos de gordofóbicos porque o pessoal não concordava com o crack ship dela), com histórias ainda piores.

Esse tipo de atitude não agrega e pior, pode terminar prejudicando inclusive quem a pratica. Tanto que, todo mundo que conhece, ou que foi vítima de algum ataque dele, saiu COMEMORANDO o fato dele ter sido cancelado. Eu assumo, devido a tanto relato ruim que li, eu sinto até aliviada, porque eu já acho idiota atacar um fã do personagem que você gosta por conta de ciúmes (como ocorreu alguns anos atrás com um fã japonês do Vega/Bison que arrumou briga com outros fãs do personagem - e sobrou até pra mim, que tomei block por conta de fanart), imagina atacar quem discorda de ship e fazer o papelão que fez por conta de uma personagem. Isso, além de triste, é o tipo de coisa que estraga ainda mais a FGC como um todo, levando em conta que rola muita treta no meio.

Então, assim como aprendemos que, se você tem parceria com alguma empresa não é de bom tom ficar fazendo ataques gratuitos a ela (até porque muitos estavam fazendo pressão para o cara ser retirado do programa, porém, ele pediu para sair primeiro), menos ainda é válido ficar se comportando de forma tóxica contra aqueles que ousam discordar de você, pois esses serão os primeiros a não apenas rir da sua cara, como também querer a sua cabeça numa bandeja de prata quando alguma atitude errada sua é exposta. E eu não irei tirar a razão de quem riu e comemorou ele ter se dado mal.

Nesses tempos onde o pessoal tenta cancelar até pessoas inocentes por conta de divergências, por mais idiotas que sejam, imaginem quem possui alguma culpa no cartório? Alguém que colecionou desafetos, por um motivo imbecil ainda? Sim, eles irão usar isso contra você, sem pensar duas vezes!

Que o desenhista possa seguir sua vida e espero (ainda tenho um pouco de fé na humanidade) que casos como o dele se tornem mais raros, até para termos um ambiente saudável para aproveitar os nossos jogos de luta (ou qualquer outra coisa).

Obs: Após este post, dias depois, eu publiquei a fanart acima, um desenho antigo que eu tinha feito de Juri com Chun-Li e Ryu (num tom claramente cômico) e o artista em questão me bloqueou. 😶 Eu espero que o block tenha sido feito por conta do que escrevi aqui (que ele pode ter descoberto e usou o tradutor) ou aos comentários que fiz no X/Twitter sobre a situação. Porque se foi pelo desenho, só tenho isso a dizer:

Bem, com isso, termino por aqui. Ainda mantenho tudo que escrevi e espero não ter que falar sobre o desenhista aqui de novo.

Nova atualização: Ao pesquisar algo no perfil do Nakayama para a parte 2 do artigo da história do Ed, descubro que ele me desbloqueou. Fiquei surpresa e achei bom pontuar aqui, já que comuniquei quando ele me bloqueou. Que ele seja feliz em seu caminho.

07 janeiro 2022

Sobre o caso de Robinho e a FGC-BR

Como dizem, pobre não tem um minuto de paz. E nesse caso, o pobre seria a FGC-BR mesmo. Belo início de ano novo, né?

Bem, se você ontem estava no Twitter ou até no Facebook e costuma a acessar notícias referentes a jogos de luta, co certeza soube da história escabrosa envolvendo o jogador Robinho, que chegou a ser classificado para a Capcom Cup (que foi cancelada devido a variante omicron). 

O cara admitiu numa live que cometeu estupro coletivo contra uma antiga namorada quando adolescente. Na época, ele possuía 13 anos e ela 15. É.

Posteriormente, na matéria publicada no GE, Robinho fala que foi uma zoeira, tirada de contexto. Bem, irei ser sincera agora.

Eu ainda me lembro do fandom de SU que começou a fazer a bullying virtual contra uma artista no Tumblr, chegando a acusar a garota de racista até ela tentar o suicídio devido a perseguição.

Todos sabem que não vejo com bons olhos os cancelamentos na internet. Digo isso pois cansei de ver gente que, de fato foi mal interpretada, que foi "pega pra Cristo" devido a divergência políticas, independente do espectro político, pessoas inocentes que foram de fato difamadas, sem contar casos de ataques em bando e bullying virtual contra uma única pessoa por motivo besta. Por isso eu sempre procuro alertar o pessoal, procurando provas sobre o ocorrido ou a decisão da justiça, por mais terrível que possa ser a acusação. E isso já me trouxe problemas, com direito a gringo maluco querendo me acusar de pedofilia (e quando o confrontei o cara meteu o rabo entre as pernas).

Só que nesse caso, temos alguém que CONFESSOU o ato, contando com a maior naturalidade. Devido ao fato dele ser adolescente na época em que cometeu (e eu não sei se o fato de isso ter ocorrido com ele possuindo uma idade abaixo da idade consensual para relações, poderia afetar em algo ali em relação ao Robinho), acho pouco provável que a justiça brasileira irá fazer algo, com base nas nossas leis. Então, neste caso, a punição que estão dando dentro da comunidade, com o jogador sendo expulso do time e banido de eventos, devido ao crime confessado é o mínimo que poderia acontecer.

E quanto a desculpa dada, bem, ficou parecendo uma pessoa que se deu conta da merda e está tentando fugir dela. Então, a não ser que ele resolva mostrar o vídeo inteiro (já que foi apagado) para querer mostrar o contexto e a zoeira em tal coisa, acho mais fácil eu acreditar que o Vega/Bison está batendo na minha porta neste exato momento me intimando para ser da Shadaloo. 

Não é a primeira vez que o Robinho se mete em polêmicas, visto que foi exposto que o próprio não tomaria a vacina contra a COVID-19, com direito a prints de conversas onde ele admitia ser contra a mesma, o que fez muitos membros da FGC-BR cobrarem uma mudança de atitude dele ou que o PatoZ, sua antiga equipe, fizesse algo a respeito. Tanto que muitos se lembraram disso (eu inclusive, assumo), seja para colocar mais uma na conta, para lembrar que o defendeu nesta questão e agora quer mais que ele se ferre ou para fazer a narrativa de perseguição contra o rapaz.

E eu fico feliz que a FGC-BR esteja mostrando repúdio contra o fato que foi confessado e que diversos membros estão tentando mostrar que existe coisa legal na comunidade. Até porque, não duvido que muita gente ali, já tenha sofrido algum tipo de abuso ou violência sexual, independente do sexo ou da identidade de gênero. E infelizmente me incluo nisso (consegui escapar, mas isso não é algo que se esquece).

E sim, existe algo de bom. Eu tenho amigos queridos na comunidade, conheci meu marido num fórum de jogos de luta, o mesmo durante um tempo era um jogador conhecido de São Paulo, da Venom, o nome do meu filho mais novo, inclusive, é em homenagem a um membro deste mesmo fórum e da comunidade brasileira de jogos de luta que faleceu cedo, com quem tínhamos amizade. 

Por mais treta e merda que possa existir (e existe), tem muita gente bacana que só quer jogar seu joguinho feliz, que quer treinar para ser um bom jogador competitivo, que quer fazer suas artes, que sonha em trabalhar no ramo, que também faz cosplay e que também só quer se distrair, ter um pouco de escapismo, devido a tanta merda que está acontecendo.

Pois, sejamos realistas, pessoas ruins, que fazem merda, existem em TODOS OS GRUPOS NINGUÉM ESTÁ LIVRE DISSO. Sabe aquela história de existe bons e maus religiosos, bons e maus ateus e etc? VALE AQUI TAMBÉM!

Eu não sou tão velha assim (apesar dos cabelos brancos, huahauhauhauahuahau), mas aprendi que enquanto o ser humano for deste jeito, não importa se estou na igreja, num grupo de mães, num grupo sobre videogame ou num grupo de política: SEMPRE, SEMPRE existirão pessoas tóxicas ali que só ajudam a difamar o que gostam, a causa que defendem, o que acreditam. E que não devemos nos resumir ao joio. Devemos mostrar que somos mais que isso e que a comunidade seja conhecida por fatos positivos.

Fico por aqui. Espero que o próximo artigo seja mais leve do que esse. Até a próxima.

ATUALIZAÇÃO

A Capcom acabou de publicar no Twitter uma nota banindo o jogador Robinho dos torneios. Como o crime já prescreveu, as punições que estão ocorrendo, como disse, é o mínimo a ser feito.


22 fevereiro 2021

A polêmica com o cenário do Honda

Nihao! Como vocês estão? Sabe, depois do post cheio de feels, eu não esperava escrever sobre polêmica aqui. 

Antes de continuar, quero deixar bem claro que todo mundo é aberto a dar suas opiniões sobre isso, só peço que seja de FORMA EDUCADA. Se eu ver que a caixa de comentários virou uma baixaria, eu irei apagar sem dó. Por mais que o assunto seja até meio sensível, pois o buraco é bem mais embaixo do que aparenta, não vamos abaixar o nível, ok? E não é porque tu és contra um governo ou partido que irá ser preconceituoso contra o povo. E lembrando ainda que estou usando a palavra censura aqui no sentido mais comum ao que ela é usada. Então senta aí, que o texto é grande.

Como vocês devem saber, teve o lançamento do Capcom Arcade Stadium e, junto dele algumas censuras por parte da Capcom no icônico cenário do Honda, onde a figura do sol nascente foi retirada. 

Só que diferente do que ocorreu em Ultra Street Fighter II, onde o sol nascente com raios foi substituído por outro, na coletânea foi simplesmente apagado.

Primeiro vamos entender o contexto do problema envolvendo esse sol, que é ainda o símbolo da marinha japonesa.

Imagem do filme "Cartas de Iwo Jima"

Se alguém se lembra das aulas de história, sabe que o Japão participou da Segunda Guerra Mundial do lado do Eixo, que continha a Alemanha nazista de Hitler e a Itália fascista de Mussolini. Ainda antes disso, teve o expansionismo japonês naquela região, que com sua política imperialista dominou regiões da China, Coreia e outras áreas do Pacífico. Inclusive em 1933, durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa, as forças armadas do Japão cometeram várias barbaridades contra civis chineses, incluindo uso de armas biológicas e estupro em massa de mulheres. Fora a escravidão do povo coreano, incluindo mulheres e meninas para fins sexuais (as mulheres de conforto) no final da Segunda Guerra, que ficou conhecido como a Guerra do Pacífico.

Li e Sakura, o casal composto por um chinês e uma japonesa que muitos adoram.

Apesar de atualmente você encontrar diversos depoimentos de pessoas da China e da Coreia nutrindo carinho e amizade para pessoas do Japão, e até diversos mangás e animes que retratam personagens de nacionalidades distintas se relacionando romanticamente, como Sakura e Li Syaoran de Sakura Card Captors, o grande problema, que muitos gostam de deixar claro, está nas atitudes do governo japonês contra os seus crimes de guerra, que causaram feridas profundas nesses lugares, que irão demorar a se cicatrizar, ainda mais quando a política japonesa tenta se esquivar disso.

Visita do Deus da Sorte a Enoshima por Yoshiiku Ochiai, 1869.

Esse é o contexto do problema com o sol presente no cenário de Honda. O símbolo desse sol para muita gente na Ásia equivale mostrar uma suástica nazista (e não, isso não é ad Hitlerum, é sério mesmo) para judeus e demais povos que foram perseguidos pela Alemanha nazista. Claro, eu não acredito que o sol foi posto ali com o intuito de ofender, até porque esse símbolo é bem antigo, sendo do período Edo (1603–1868) e faz parte da cultura japonesa há séculos. Porém, ele pode ser bem controverso por conta de seu passado recente, assim como a suástica (que é outro símbolo antigo que foi apropriado pelo nazismo).

Tanto é que o anime Kimetsu no Yaiba sofreu recentemente uma pequena censura na China, onde os brincos de Tanjirou sofreram uma pequena modificação, eliminando os raios de sol, deixando apenas o disco solar.

Então, devido a todo esse contexto, somado ainda a maneira porca de como a Capcom fez a remoção do símbolo, muita gente ficou revoltada, ainda mais devido a outros elementos que foram mudados ou que permaneceram no jogo sem nenhum motivo aparente. Ainda mais aqueles que são contra qualquer tipo de censura.

Esse sol ficou presente em absolutamente todas as versões de Street Fighter II que foram lançadas antes de Ultra Street Fighter II, incluindo a HD Remix, onde, curiosamente, tivemos a remoção da figura de Ganesha no cenário do Dhalsim.

É algo que entra naquela questão de, mesmo sendo compreensível, fica parecendo que estão querendo apagar algo que, gostando ou não, faz parte da história do jogo e que não possui um contexto ofensivo da maneira que foi inserido ali. E nesse ponto é fácil compreender tanto o lado que até achou correto, quanto aqueles que, por serem contra qualquer tipo de censura seja ela qual for, achou que tal atitude foi errada. Fora que abre um leque de discussões sobre outros elementos presentes, não apenas em Street Fighter, como a grande inspiração para o personagem Brocken, da série World Heroes da ADK.

Mas, como vocês bem sabem como é a nossa querida internet, a polêmica não parou por aí, pois os jogadores começaram a notar outras coisas, vide por exemplo esta thread que deixarei aqui para quem quiser verificar (inclusive algumas imagens e pontos levantados vieram dela):

Uma coisa que não passou despercebida foi o final do Blanka, onde temos claramente algo que faz referência a esse mesmo sol presente no cenário de Honda, mas que não modificaram.

Ele continua abraçando a sua mãe, enquanto que os raios continuam reluzentes atrás deles. Lembrando que o final de Blanka no Ultra SF II é o mesmo da HD Remix, ou seja, apesar de em determinada parte se ter um efeito que faz referência ao visto no final clássico, suas cores e efeitos o distanciam do sol nascente.

Os estágios clássicos e a versão da coletânea. Sim, a internet ficou de zoeira justamente neste momento do Spinning Bird Kick.

Outras "pequenas censuras" como as caixas de Coca-Cola do cenário da Chun-Li que estavam presentes nas versões clássicas (o cenário da versão HD Remix foi levemente modificado nesta loja em questão), foram apagadas, assim como ocorre em Ultra SF II.

Mas, talvez outro ponto delicado que está fazendo muitos se questionarem é em relação a URSS e a Hong Kong.

É, eu não queria, mas é preciso.

Sim amiguinhos, agora vai ser inevitável eu comentar certas coisas aqui, que eu sei que alguns não irão gostar, seja por motivo de estar saturado, motivo ideológico, ou qualquer outro.

O cenário de Zangief no jogo Super Street Fighter II Turbo HD Remix, as duas versões do Ultra Street Fighter II e a versão presente na coletânea. 

Como disse, é compreensível o fato de retirarem o sol do cenário do Honda devido ao contexto, se formos parar pra pensar devido a tudo o que aconteceu. Porém, seguindo a mesma lógica de sensibilidade, não era então para a Capcom ter removido a bandeira da URSS como ela fez no Ultra Street Fighter II, onde não apenas o país de Zangief já se encontra como Rússia, como também o símbolo do comunismo presente em seu cenário foi apagado, inclusive da versão HD do mesmo?

Memorial do Holodomor em Kiev.

Gostando ou não a antiga União Soviética, assim como outros regimes comunistas (eu sei a diferença entre comunismo e socialismo, estou apenas utilizando a denominação comunista aqui por ser a mais comum a se referir a esses regimes), mataram muita gente (apesar dos números variarem chegam a casa dos milhões) e ainda hoje existem pessoas que negam alguns fatos ocorridos (uma parte por motivos puramente ideológicos). Um deles é o do Holodomor, a grande fome que o regime de Stalin impôs ao povo ucraniano e que foi negado pelos soviéticos até meados da década de 80. Fora ainda o que a URSS fez até com russos, vide o depoimento que a saudosa Elke Maravilha deu no Programa Encontro, onde ela conta que seu pai foi para um Gulag como prisioneiro político e que, nas palavras dela: "Três Hitlers não davam a maldade de um Stalin". 

Inclusive em alguns países do leste europeu, incluindo a própria Ucrânia, equiparam os símbolos do comunismo ao nazismo, os proibindo, devido a tudo que passaram (não, não é apenas por conta de uma extrema-direita, como já vi alguns afirmarem). 

Se formos de fato buscar uma coerência, que a Capcom tivesse então mantido a censura feira no Ultra Street Fighter II, seja com a mudança do país ou o apagamento da foice e do martelo visto que sim, em alguns lugares tal símbolo não é bem visto.

E ainda temos o caso da bandeira da Espanha franquista que foi utilizada no jogo até a chegada de Super Street Fighter II. Anteriormente, eu tinha afirmado que iria verificar se ela foi ou não mantida. Como tive acesso ao jogo, a resposta é SIM!


Esse fato só faz ser jogado mais lenha na fogueira, afinal, a ditadura de Franco também foi responsável por mortes e perseguições, mesmo que os números não sejam tão elevados se comparados ao da antiga URSS. 

Só para terminar essa questão, não é porque a URSS se saiu vencedora na Segunda Guerra, ou que a mesma não foi iniciada por ela (e devemos lembrar ainda do pacto de não agressão feito por Stalin e Hitler no início), que devemos fazer pouco caso desses questionamentos, afinal para uma quantidade considerável de pessoas, a lembrança do que foi viver sob um regime comunista, lhe remete a medo, terror e perda de entes queridos.

E falando em bandeiras, chegamos agora no último ponto sensível, envolvendo Hong Kong.

Hong Kong foi colônia do Império Britânico desde a derrota da China na Primeira Guerra do Ópio (1839-1842) sendo devolvido a China em 1997. Chegou ainda a passar pelo domínio japonês na Guerra do Pacífico, sendo devolvida aos britânicos depois. Devido ao domínio britânico, Hong Kong, possuía tanto uma economia voltada ao capitalismo (ok, sabemos que há algumas controvérsias quanto ao modelo chinês de economia, mas eu não irei falar disso aqui), quanto também uma liberdade maior de seus habitantes. Afinal, a China não é um país com regime democrático, o Partido Comunista Chinês controla tudo, suprime liberdades e ainda promove perseguições a minorias, como é o caso dos uigures, uma minoria muçulmana que está a séculos em uma determinada região que está sendo reprimida e mandada para campos de concentração. Sem falar que a mesma ainda reescreve a sua própria história com falácias, seja negando a natureza desses campos contra os uigures, ou afirmando que o Massacre da Praça da Paz Celestial nunca existiu, censurando de todas as formas possíveis os mecanismos de busca em seu país, sobre o fato. E só lembrando que negar ou distorcer fatos históricos não é apenas "coisa de comunista" não...

Devido a isso, quando houve a entrega de Hong Kong, um dos principais temores da população era se a China cumpriria o trato de deixar a região com uma administração autônoma, sem impor o seu regime a população. Tal trato, aparentemente estava sendo cumprido, mas como bem vimos nos protestos que assolaram Hong Kong em 2019 e também em 2020 apesar da pandemia, não era bem assim, sendo o grande pivô, o projeto de lei de extradição, que mudaria o sistema jurídico da ilha e faria com que o avião fosse extraditado para a China continental para ser julgado. E claro, devo lembrar que tais protestos foram severamente reprimidos pelo governo. Sem contar nessa denúncia de golpe contra a pluralidade política, com a destituição de quatro políticos pró-democracia pelo governo atual de Hong Kong.

Essa situação toda vez surgir ainda um sentimento separatista na ilha, pois devido a toda questão histórica, somada as atitudes do governo chinês, alguns cidadãos não se consideram chineses e sim simplesmente honcongueses.

Particularmente, eu me simpatizo com a causa deles, até porque sou contra ditaduras, sejam elas de qual ideologia forem, por mais que eu consiga apontar algum avanço em determinadas questões, como por exemplo o avanço tecnológico da antiga URSS. Então, caro leitor, nada de insinuar que bato palma para a ditadura militar brasileira, por conta das críticas a ditaduras que, ideologicamente, seriam de esquerda.

Então, tendo em mente esses fatos, vocês conseguirão entender a revolta de alguns jogadores com a Capcom, trocar a bandeira de Hong Kong na Super Turbo presente na coletânea pela bandeira da China, incluindo pessoas da comunidade de jogos de luta de Hong Kong.

Essa troca foi feita no Ultra Street Fighter II, mas passou desapercebido, aparentemente. Só que com uma diferença: o USF II é um jogo novo, uma nova versão de um jogo antigo, o que poderia servir de desculpa, se não fosse o fato de que a versão HD Remix usa a bandeira... Do período britânico!

Aliás, como está sendo lembrado por todo mundo que toca nesse assunto, a versão Hyper manteve a bandeira de Hong Kong em vez de colocar a da China, só trocando a do período britânico pela atual.

Isso está levando a uma série de questionamentos, inclusive que essas mudanças feitas não foram feitas por conta de "sensibilidade" e sim para o governo chinês não cometer algum tipo de censura contra o jogo. Até porque sejamos sinceros, essa troca de bandeira foi um ato insensível com o povo de Hong Kong, ainda mais depois de tudo. E sejamos francos, nesse momento nenhuma empresa de jogos seria doida de querer peitar o Partido Comunista Chinês, se não tiver cacife o bastante para isso.

A ironia nessa situação toda é que a Capcom evita certos tipos de polêmica. Não tivemos um Balrog/Vega cruzado para evitar atingir a religião cristã dos jogadores estrangeiros. Também não tivemos o que parecia ser o deus Ganesha como lutador (apesar de não se ter uma explicação é fácil imaginar o porquê, vide a polêmica que aconteceu com Dragon Ball Super na Índia). A música do cenário Temple Hideout foi modificada, pois a original parecia conter uma oração muçulmana. A personagem Kolin era visivelmente uma comunista que lutava pelo ideal, mas em nenhum momento há menções do nome comunismo e dos símbolos do mesmo. Para agora, ela ter conseguido uma polêmica que não estava em seus planos.

Fazer o quê, né?

Irei ficando por aqui. Eu espero que, caso tenha lido até o final, que tenha entendido toda as questões envolvidas e até os motivos seja de quem é a favor do que houve no cenário do Honda, como também de quem é contra. Até porque nem tudo é mimimi e nem coisa de boomer chato que reclama por tudo.

Caso queira comentar, fique a vontade, só se lembre do recado que dei no início.

Então, até a próxima, que com certeza (ou assim eu espero), será com um artigo mais leve que esse. See ya!!!

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